
Campeonato Brasileiro
INTERNACIONAL 1×0 GRÊMIO
Beira-Rio, Porto Alegre
Dos muitos clássicos disputados neste ano, sem dúvida o Gre-Nal de nº 378 foi o mais equilibrado. O Grêmio vinha sem seu capitão, Tcheco, e sem seus dois atacantes titulares, Jonas e Máxi Lopez. O Inter, por sua vez, vinha com o que tinha de melhor excetuando Fabiano Eller, suspenso.
Mário Sérgio simplificou com um clássico 4-4-2 (na prática, um 4-5-1 sem a bola e um 4-3-3 com a bola) com Daniel na direita e Bolívar ao lado de Índio. Com Kléber confirmado, a qualidade no lado esquerdo estava garantida. No meio, Giuliano voltava do Mundial Sub-20 como titular ao lado de D’Alessandro e Taison. Na frente, o artilheiro Alecsandro esperava a chance de brilhar.
A escalação de D’Ale como um terceiro atacante foi um achado de Mário Sérgio. Com a meia-cancha equilibrada, o argentino pôde, enfim, se juntar aos homens de frente. E decidiu a partida em um chute de fora da área que enganou o goleirão Victor. Gol que seria o da vitória colorada.
De sua parte, o Grêmio era um nada ofensivo com apenas Perea à frente. À Douglas Costa, também recém-chegado da Seleção Brasileira Sub-20, falta futebol para merecer todos os elogios que insistem em lhe conceber. Sendo assim, o número de vezes em que o Tricolor ameaçou o gol de Lauro foi correspondente à produção de Adílson e Fábio Rochemback: zero.

Para o 2º tempo, o Grêmio voltou com mais um atacante, Herrera. Mas o que esperar de uma equipe que tem, como opções, Renato Cajá e Maylson, além do argentino? Por sua vez, o Colorado, quando precisou mexer, mandou a campo Andrezinho e Marquinhos. Foi dos pés do garoto, por sinal, que saiu o grande lance da segunda etapa: após passe milimétrico, Alecsandro ficou frente-à-frente com Victor e se atrapalhou todo, perdendo o gol que daria tranquilidade à torcida.
Menos mal que o gol não fez falta. Sem soluções ofensivas, o Tricolor ameaçou, mas não chegou à área de Lauro, um mero espectador da partida. Já o Colorado equilibrou as ações com o passar do tempo e garantiu a vitória congestionando o meio campo e fazendo valer a vantagem da primeira etapa.
Em mais um Gre-Nal no ano do Centenário Colorado, mais uma vitória do Internacional. A quarta, em cinco clássicos. Com toda justiça.
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Destaque da partida
D’Alessandro
O maior destaque da partida não poderia ser outro: o gol de D’Alessandro recoloca o Inter na disputa pelo título no momento em que o Brasileirão parece mais indefinido que nunca. É a grande referência técnica do time; ignorar isso é jogar no lixo o grande diferencial do Inter.
Giuliano
Queridinho de Tite, nunca foi dos preferidos da torcida. Titularíssimo e maior destaque da Seleção Brasileira Sub-20, Giuliano voltou à equipe com maturidade, errando menos, sendo menos afobado e contribuindo muito para mais uma vitória colorada em clássicos neste ano. Entra no time pra ficar.

Oi, Mano!
Vou pedir licença pra discordar.
Pra mim, o melhor do Inter foi o Sandro.
Abraço!
Pô, repeito, é a opinião de quem tava na arquibancada, viu o jogo de outro jeito. Pela TV, gostei demais do Giuliano. Mas também achei que o Sandro, NA DELE, jogou muito bem.