Outubro 26, 2009

Confie em D’Alessandro

Mais uma vez, o Inter renasce no Brasileirão nos pés de D’Alessandro.

Ainda no primeiro turno, o argentino assistia do banco de reservas o time ser pressionado em pleno Beira-Rio pelo Galo de Celso Roth. Por pouco, o Inter escapou da derrota. Na volta do intervalo, Tite fez entrar em campo seu desafeto. E, em 15 minutos, D’Ale resolveu a partida e deu ao Inter o título simbólico de campeão do 1º Turno.

Como também resolveu contra o Náutico, na estréia de Mário Sérgio. O argentino vinha desanimado, desprestigiado pelo técnico anterior. Então, veio Mário Sérgio e colocou D’Ale como um segundo atacante, com toda a responsabilidade do mundo. O Camisa 10 aceitou o desafio e conduziu o Inter a uma redentora vitória, depois de uma série de insucessos.

Neste domingo, D’Ale foi, mais uma vez, a figura de destaque da equipe. Solto do lado direito, onde gosta de jogar, o argentino deu ritmo pro Colorado e comandou grande parte das jogadas ofensivas no 1º tempo, quando o Inter foi melhor em campo. E em um chutaço de fora da área, ludibriou o melhor goleiro do campeonato e botou o Inter mais uma vez na briga pelo título do Brasileirão.

Por isso tudo, e não apenas, eu faço um pedido à torcida colorada:
CONFIE EM D’ALESSANDRO.

Deixe a imprensa criticar à vontade – aqui no Sul eles odeiam jogador bom de bola, esqueceu? Bom é o Dinho. O Adílson, seu fiel herdeiro. Pra jogadores como D’Ale, sobram críticas. Até mesmo Nilmar foi criticado a valer quando ficou um tempinho sem fazer gols, lembra? Jogasse no Rio, D’Ale seria exaltado como Pet está sendo.

Então, deixe o argentino jogar em paz. Sem vaias. Sem reclamações quando ele erra aquele passe mais difícil que o medíocre nem pensa em fazer. Porque D’Alessandro é craque. É diferencial. É único neste campeonato. E é o jogador que vai conduzir o Internacional ao tetra.

Pode confiar.

Outubro 25, 2009

Com Mário Sérgio e D’Alessandro, o Inter volta a brigar pelo título do Brasileirão

Campeonato Brasileiro
INTERNACIONAL 1×0 GRÊMIO
Beira-Rio, Porto Alegre

Dos muitos clássicos disputados neste ano, sem dúvida o Gre-Nal de nº 378 foi o mais equilibrado. O Grêmio vinha sem seu capitão, Tcheco, e sem seus dois atacantes titulares, Jonas e Máxi Lopez. O Inter, por sua vez, vinha com o que tinha de melhor excetuando Fabiano Eller, suspenso.

Mário Sérgio simplificou com um clássico 4-4-2 (na prática, um 4-5-1 sem a bola e um 4-3-3 com a bola) com Daniel na direita e Bolívar ao lado de Índio. Com Kléber confirmado, a qualidade no lado esquerdo estava garantida. No meio, Giuliano voltava do Mundial Sub-20 como titular ao lado de D’Alessandro e Taison. Na frente, o artilheiro Alecsandro esperava a chance de brilhar.

A escalação de D’Ale como um terceiro atacante foi um achado de Mário Sérgio. Com a meia-cancha equilibrada, o argentino pôde, enfim, se juntar aos homens de frente. E decidiu a partida em um chute de fora da área que enganou o goleirão Victor. Gol que seria o da vitória colorada.

De sua parte, o Grêmio era um nada ofensivo com apenas Perea à frente. À Douglas Costa, também recém-chegado da Seleção Brasileira Sub-20, falta futebol para merecer todos os elogios que insistem em lhe conceber. Sendo assim, o número de vezes em que o Tricolor ameaçou o gol de Lauro foi correspondente à produção de Adílson e Fábio Rochemback: zero.

Para o 2º tempo, o Grêmio voltou com mais um atacante, Herrera. Mas o que esperar de uma equipe que tem, como opções, Renato Cajá e Maylson, além do argentino? Por sua vez, o Colorado, quando precisou mexer, mandou a campo Andrezinho e Marquinhos. Foi dos pés do garoto, por sinal, que saiu o grande lance da segunda etapa: após passe milimétrico, Alecsandro ficou frente-à-frente com Victor e se atrapalhou todo, perdendo o gol que daria tranquilidade à torcida.

Menos mal que o gol não fez falta. Sem soluções ofensivas, o Tricolor ameaçou, mas não chegou à área de Lauro, um mero espectador da partida. Já o Colorado equilibrou as ações com o passar do tempo e garantiu a vitória congestionando o meio campo e fazendo valer a vantagem da primeira etapa.

Em mais um Gre-Nal no ano do Centenário Colorado, mais uma vitória do Internacional. A quarta, em cinco clássicos. Com toda justiça.

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Destaque da partida

D’Alessandro
O maior destaque da partida não poderia ser outro: o gol de D’Alessandro recoloca o Inter na disputa pelo título no momento em que o Brasileirão parece mais indefinido que nunca. É a grande referência técnica do time; ignorar isso é jogar no lixo o grande diferencial do Inter.

Giuliano
Queridinho de Tite, nunca foi dos preferidos da torcida. Titularíssimo e maior destaque da Seleção Brasileira Sub-20, Giuliano voltou à equipe com maturidade, errando menos, sendo menos afobado e contribuindo muito para mais uma vitória colorada em clássicos neste ano. Entra no time pra ficar.

Outubro 25, 2009

A história do Gre-Nal 378

Vem o Inter
Lauro, Daniel, Índio, Bolívar e Kléber;
Guina, Sandro, Giuliano e D’Ale;
Taison e Alecsandro

Gostei. Sem invenção, cada um no seu lugar. Daniel na lateral, Bolívar substituindo Sorondo que falhou demais contra o Flu. Kléber joga, o que é ótimo. No meio, sai Andrezinho, volta Giuliano. É mais fôlego, mais velocidade, mas menos habilidade. É o contraponto a D’Ale que, espero, possa jogar o que sabe. Na frente, Taison ao lado de Alecsandro. Melhor assim, mesmo que o guri esteja devendo.

Vamos ao jogo!

Gol de D’Ale!
E o Inter faz o que não costuma fazer: chutou em gol. Alecasandro apara e D’Ale chuta da entrada da área. E o quique da bola engana Victor: 1 a 0 pro Colorado.

15min
Inter melhor. O placar não é ao acaso. D’Ale de um lado, Taison de outro. Giuliano chegando, jogada pelas laterais, é assim que se faz.

25min
Inter bem como há muito não se via. Equilibrado. Consistente. Pouca chegada, mas o time tá seguro. Pro Grêmio, um amarelinho bem dado pro Souza. Time visivelmente nervoso.

30min
Inter perigoso quando sai em velocidade. Kléber, Taison, Giuliano, D’Ale. É se aproximar mais que dá jogo. Guina é outro quando não tem que correr pra lá e pra cá.

40min
Inter muito melhor, mesmo sem chegada ofensiva. Seguro atrás, insinuante na frente quando sai com velocidade. Giuliano, Alecsandro e D’Ale querendo muito. Falta a jogada individual do Taison.

46min: final do 1º tempo
Vai bem o Inter. Seguro na defesa, querendo muito no meio, jogando no erro do Grêmio lá na frente. Bom ver o time jogando sério, dividindo, chutando de fora da área. Hoje, o time é outro. Hoje, o time quer ganhar. Tô gostando do 4-5-1, tô gostando da chegada do D’Ale, da movimentação do Alecsandro e, principalmente, do Giuliano. Falta o Taison entrar mais no jogo.

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Começa o 2º tempo
E o primeiro chute a gol da segunda etapa é do Grêmio.

5 min
Grêmio correndo atrás do prejuízo, Inter recuado demais. Herrera em campo. Time colorado volta igual do intervalo. Tá certo, não tinha o que mudar.

15 min
Grêmio voltou melhor, com mais um atacante, e bagunçou a marcação colorada. Mário Sérgio, que não é bobo, trocou D’Ale e Taison por Andrezinho e Marquinhos.

20 min
As substituições fizeram mal pro Inter. O time já estava recuado e recuou ainda mais com a entrada do Andrezinho e do Marquinhos. Andrezinho e Giuliano jogam quase na mesma, um dos dois deve se juntar ao ataque, como fazia o D’Ale. Marquinhos tem que ser agudo como Taison, não serve jogar como sexto da meia-cancha.

22 min
Herrera perde um gol inacreditável.

23 min
Índio perde um gol inacreditável.

27 min
Alecsandro perde o gol mais feito do campeonato.

30 min
Inter recuou demais, cede espaços generosos ao Grêmio que só não empatou porque tem Herrera como centroavante. O Colorado não fez menos: Alecsandro errou um gol sem marcação, frente a frente com o goleiro. D’Ale e Taison faziam a diferença na frente, o Inter perdeu demais com a saída de ambos. E o Grêmio cresceu demais no jogo.

35 min
Sai Túlio, entra Renato Cajá.

40 min
A qualidade do Inter é bem superior, e o time volta a equilibrar o jogo. O Grêmio, por sua vez, desanda a fazer faltas. Adílson merecia a expulsão pelo carrinho por trás em Guina. Ficou no amarelo, apenas.

46 min
Andrezinho humilha, o zagueirão desce o sarrafo e toma o vermelho.

48 min: final de jogo
Vitória justa do time que buscou a vitória desde o início. O Inter decidiu a partida nos primeiros 45 minutos. Voltou do intervalo recuado demais e apostando em contra-ataques. Com Alecsandro, teve a bola do jogo que o centroavante perdeu inacreditavelmente. Seguro atrás, ganhou o jogo no meio, onde foi muito superior com Guina, Sandro, D’Ale, Giuliano e, depois, Andrezinho e Marquinhos. Faltou chegada, mas sobrou disposição.

O Colorado venceu o clássico com absoluta justiça.

Outubro 18, 2009

Empate contra o lanterna: o Inter não quer ser campeão brasileiro

Campeonato Brasileiro
FLUMINENSE 2×2 INTERNACIONAL
Maracanã, Rio de Janeiro

Quando Mário Sérgio assumiu o comando do Inter, não houve maiores comemorações. O que restava ao torcedor era imaginar que a situação não poderia ficar pior. A vitória na estréia, mesmo sem bom futebol, fazia parecer que o Colorado, finalmente renasceria para o Brasileirão. Mas um empate nos últimos minutos contra o Furacão, em pleno Beira-Rio, mostrou que o estrago era maior do que parecia.

Contra o Fluminense, no Maracanã, o Colorado tinha a grande oportunidade de crescer na tabela jogando contra o lanterna. A escalação não ajudava, apenas um atacante lá na frente, mas o time chegou a sair na frente: gol de Alecsandro, após cruzamento de Daniel (lateral-direto que, em 10 minutos, conseguiu fazer o que Danilo Silva não conseguira o campeonato inteiro). Mas a vantagem não chegou ao intervalo: Conca cruzou e Gum, zagueiro mandando embora do Inter por deficiência técnica, empatou.

A volta para o segundo tempo não mudou a situação e Mário Sérgio resolveu mexer no time: saíram D’Ale e Sandro, entraram Marquinhos e Andrezinho. Deu certo: minutos depois, o meia faria o passe para o jovem atacante colorado marcar um belo gol em jogada individual.

A vitória parecia garantida até a zaga colorada falhar bisonhamente, mais uma vez: Diguinho lançou, Adeílson escorou de cabeça e Gum, mais uma vez ele, se livrou da marcação de Sorondo para fuzilar de dentro da pequena área, sem chances para Lauro. Placar final, 2 a 2.

Era pra ser uma vitória redentora, virou um empate desolador. Se Palmeiras e São Paulo marcam passo e dão chances para a aproximação dos concorrentes ao título, o Inter não faz diferente, desperdiçando pontos preciosos a cada rodada.

Os resultados paralelos mantém o Colorado na briga pelo título. Mas, antes de qualquer coisa, o time de Mário Sérgio precisa querer.

Outubro 10, 2009

Empatezinho fora de hora

Campeonato Brasileiro
INTERNACIONAL 1×1 ATLÉTICO-PR
Beira-Rio, Porto Alegre

Dois jogos em casa contra dois times fracos. Não poderia haver melhor momento para a estréia de um novo técnico e a recuperação total do Inter no Brasileirão.

Mas a vida é uma caixinha de surpresas, diria Joseph Climber, e a equipe acabou surpreendida pelo Furacão. No primeiro tempo, muito pouco (ou quase nada) aconteceu. O Inter teve bons momentos com D’Ale, Alecsandro e Danilo, mas Galatto manteve a virgindade no placar. Na grande chance da primeira etapa, Taison bateu para ótima defesa do goleiro paranaense e Marcelo Cordeiro perdeu um gol incrível ao praticamente atrasar para Galatto. Mais do que nunca, Kléber fazia uma falta tremenda.

O jogo se encaminhava para um empate sem gols até os quinze minutos finais. Foi quando o Furacão viu que o jogo nem era tão difícil assim e partiu pra cima do Colorado. Após três escanteios seguidos, Índio derrubou Patrick na área. Pênalti, que o árbitro preferiu não marcar. Melhor pro Inter. Pior, que logo depois Marcinho foi à linha de fundo e cruzou na cabeça de Patrick. Lauro fez grande defesa, mas deu rebote. E no rebote o mesmo Patrick guardou.

E se um empate não estava nos planos do Colorado, que dirá uma derrota em pleno Beira-Rio. Uma bola na trave de Lauro logo na sequência acordou o Inter de vez. E a equipe foi pro tudo ou nada. Nos minutos finais, Glayson fez grande lançamento e Alecsandro, de cabeça, igualou o marcador.

Fabiano Eller poderia ter levado o time a uma virada redentora, mas a bola acertou a trave antes que o juiz marcasse perigo de gol e desse a partida por encerrada.

Uma nova vitória teria levado o Inter ao segundo lugar da tabela de classificação. Com o empate, a equipe fica em terceiro e agora precisará recuperar os pontos perdidos contra o Fluminense, no Maracanã.

Outubro 7, 2009

Vida nova para D’Alessandro, vida nova para o Inter

Campeonato Brasileiro
INTERNACIONAL 3×1 NÁUTICO
Beira-Rio, Porto Alegre

A diretoria sacudiu o vestiário, Mário Sérgio chegou com discurso novo e D’Alessandro foi chamado na responsa. Deu certo. Com novo ânimo, o argentino comandou o Colorado e colocou a equipe novamente na briga por algo a mais.

Muito diferente na postura a taticamente, o Inter foi a campo num 3-6-1, com Alecsandro como único homem de frente e Andrezinho e D’Ale aproximando-se do ataque. Mesmo assim, compactado (pra não dizer retrancado), o time precisou de Lauro pra não sair perdendo. Logo no início da partida, o goleirão buscou na gaveta o chute de Anderson Santana. Minutos depois, precisou evitar o gol de Helton.

Foi então que D’Ale começou a brilhar. Lançou Guina em profundidade, que cruzou com perfeição para Alecsandro abrir o placar. O centroavante ainda perderia o segundo gol antes que Bruno Mineiro se antecipasse à zaga e empatasse o marcador. E quando as vaias começavam a surgir nas arquibancadas do Beira-Rio, D’Ale cobrou falta com perfeição e fez 2 a1, placar parcial do primeiro tempo.

Na segunda etapa, o jogo se arrastava, modorrento, até Patrick atrasar a bola bizarramente para o goleiro. Gledson salvou em cima da linha e o árbitro, na emoção do momento, esqueceu-se de marcar tiro livre a favor do Colorado. Menos mal que, já nos momentos finais, Alecsandro fez mais um e enfim deu um pouco de tranquilidade à tensa torcida colorada: 3 a 1, placar final.

O Inter não foi nada brilhante. Longe disso. Mas venceu. E, no atual momento, isso é o que mais importa.

Outubro 6, 2009

Ele conhece porque já esteve lá

Mário Sérgio Pontes de Paiva, eis o novo comandante do grupo colorado. Uma escolha tão inesperada, tão esdrúxula, tão bizarra… que é capaz de dar certo.

Outubro 5, 2009

Maycon titular, D’Ale reserva: o gran finale de Tite no comando do Colorado

Campeonato Brasileiro
CORITIBA 2×0 INTERNACIONAL
Couto Pereira, Curitiba

Um jogo deprimente foi a porta de saída para Tite. Horas depois, o prestigiado técnico deixaria o Internacional. Justamente, diga-se de passagem. Porque a derrota para o Coxa foi um resumo do seu trabalho no Clube.

Quem se atraveu a contestar o trabalho do Pastor ficou de fora. Foi assim com Álvaro, que mudou-se para o Flamengo. Foi assim com Magrão, que fez suas malas e partiu pra bem longe. E foi assim com D’Alessandro. Descontente com o tratamento recebido, o argentino bateu de frente com Tite e acabou fora do time. E enquanto o maior investimento do Clube nos últimos anos desvalorizava no banco de reservas, a diretoria colorada somente assistia, impassivelmente.

Em campo, Maycon, coitado, simbolizava o fracasso de um treinador que o mandou correr atrás de Marcelinho Paraíba como se esse fosse Maradona. Os restantes, apenas corriam. Sandro corria pra lá. Taison corria pra cá. Alecsandro corria atrás da bola, que insistia em passar longe da área do Coritiba.

De sua parte, o Coxa tratou de ganhar o jogo. Ney Franco mandou a campo um novo atacante, Marcos Aurélio, e o mesmo abriu o placar. Thiago Gentil, que entrara no lugar de um lateral, fechou, já na finaleira. Um justo 2 a 0 para os donos da casa.

Outubro 1, 2009

Maycon, Glaydson e o melhor grupo do Brasil perdem mais uma. E o Inter está fora da Sul-Americana

Maycon, Glaydson, Sandro e Andrezinho. O meio-campo do Inter para enfrentar La U, em Santiago, dá bem o tom do que foi a participação colorada na Copa Sul-Americana.

Atual campeão, o Colorado entrou na competição direto nas Oitavas-de-Final para defender o título. Mas precisou correr atrás do empate na partida do Beira-Rio e não foi capaz de reverter um resultado negativo no Chile. É mais um fracasso retumbante para o currículo de OTITE à frente da equipe. A eliminação na Sula se junta à humilhante derrota na Copa do Brasil e ao vexame na Recopa.

Sobre a partida, não há o que dizer. A escalação da meia-cancha diz tudo. Sobre a direção de futebol e o técnico, entretanto, há muito a ser dito.

Há quem diga que Tite é o menos culpado, que o grande culpado é quem o contratou e o manteve no cargo. Verdade. O pastor deu razões de sobra pra ser demitido e, assim mesmo, permaneceu prestigiado por um comando de vestiário omisso. Mas também é verdade que Tite tem muito a responder – não precisaria, se já estivesse bem longe do Beira-Rio, como a maioria da torcida pede faz tempo.

Começa pela escalação inicial, passa pela manutenção de um esquema que não funciona e termina na completa falta de alternativas para um time que não evolui.

O Inter está estagnado. O sistema de jogo, falido. O treinador, desacreditado. E a direção, em apuros. O Colorado precisa, urgentemente, de uma revolução no seu vestiário.

CHEGA de negociar jogadores.
CHEGA de Show do Centenário.
CHEGA de empáfia.
CHEGA de discurso engana-bobo.

O que o Clube precisa, hoje, é de ação.

Setembro 30, 2009

Por água abaixo

Campeonato Brasileiro
INTERNACIONAL 0×0 FLAMENGO
Beira-Rio, Porto Alegre

A imagem fala por si. O gramado do Beira-Rio, na partida do último domingo, mais parecia um banhado. Até minutos antes do início do jogo, funcionários do Clube tentavam diminuir o volume de água sobre o campo com rodos gigantes, gerando uma cena surreal. O cenário era o pior possível. E, mesmo assim, o árbitro deu condições de jogo e lá foram Inter e Flamengo para mais uma partida de pólo aquático.

O resultado não poderia ser diferente: 0 a 0. A comemorar, apenas o fato de nenhum atleta ter-se contundido, visto que os jogadores disputaram a torcida com a maior lealdade. No final das contas, pior para o Colorado, que vai para sua terceira partida sem vitória no Brasileirão e vê o líder Palmeiras se afastar cada vez mais.

O sonho do Tetra, definitivamente, foi por água abaixo.